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Economia

Especialista diz que SUS precisa de estrutura para tratar viciados em jogos

Deputado acredita que a regulamentação pode gerar receita para oferecer tratamento a quem precisa

04 novembro 2021 - 10h00Por Redação
Especialista diz que SUS precisa de estrutura para tratar viciados em jogos

O grupo de trabalho da Câmara dos Deputados que discute a criação do Marco Regulatório dos Jogos no Brasil ouviu nesta quinta-feira (28) o psiquiatra Hermano Tavares, especialista em Transtorno do Jogo. O médico alertou para o aumento no número de brasileiros viciados em jogos e defendeu que o Sistema Único de Saúde (SUS) amplie a rede de apoio para esses dependentes.

Tavares, que é fundador do Programa Ambulatorial do Jogo Patológico e o do Programa Ambulatorial Integrado dos Transtornos do Impulso da Universidade de São Paulo, disse aos parlamentares que o País tem apenas três centros de tratamento para Transtorno do Jogo e ressaltou que os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) não estão preparados para atender a demanda. “Se você for um jogador compulsivo no Brasil, você está em dificuldades”, alertou.

Segundo o especialista, 2% da população brasileira desenvolveu problemas com jogo, mas, desse total, apenas 0,5% precisa de tratamento.

O coordenador do grupo de trabalho, deputado Bacelar (Pode-BA), ressaltou que o SUS não consegue ampliar o atendimento por falta de dados concretos. Segundo ele, além da geração de emprego, renda, arrecadação e atração de turismo, a legalização dos jogos vai permitir que o Estado ofereça tratamento gratuito aos pacientes de transtorno dos jogos.

“Quando você traz o jogo para a legalidade, você passa a ter dados e informações precisas. É importante conhecer a quantidade de jogadores patológicos para estabelecer as políticas públicas e ações educativas para minimizar o jogo”, afirmou.

A proposta
O projeto do Marco Regulatório dos Jogos no Brasil (PL 442/91) tramita há 30 anos na Câmara dos Deputados.

O texto foi aprovado em comissão especial da Câmara em 2016 e, desde então, aguarda votação no Plenário.

 

Da Redação - ND

Fonte: Agência Câmara de Notícias